O órgão regulador americano de comércio (FTC), emitiu neste último dia 27 relatório clamando contra a criação de leis de neutralidade da rede. O principal motivo é que este órgão não sabe ainda qual o impacto que uma mudança na legislação terá nos preços finais aos consumidores, qualidade e na limitação de acesso aos conteúdos disponíveis. Além disso, o FTC argumenta que mercado de banda larga ainda é nascente e bem dinâmico, com as companhias caminhando na direção de alta competitividade e não bloqueando o acesso a nenhum website ou serviço.
Mas isso não significa que o FTC não irá ficar ao largo do problema. Muito pelo contrário. Eles estarão acompanhando de perto os seguintes pontos:
1. quanto da demanda estará disponível para provedores de conteúdo e aplicações para priorização de dados?
2. será viável a priorização de dados através de diferentes redes?
3. a priorização de dados resultará na degradação de dados não priorizados?
4. quando o tráfico na rede ficará inaceitável e/ou impossível de ser gerenciado?
5. E quando isso acontecer, qual será a melhor alternativa: priorização de dados, aumento da capacidade da rede, combinação de ambos ou alguma inovação tecnológica?
Aqui no Brasil a discussão sobre esse assunto ainda está começando, apesar do Comitê Gestor de Internet ter em seu site artigo pró-neutralidade. Mas antes mesmo da decisão a favor ou contra a neutralidade da rede já vemos ações não regulatórias limitado o acesso a conteúdos, como a causada pela interconexão de redes. Continuarei escrevendo sobre esse assunto no próximo post.