Rabão!
16 Dec 2005 por Ivo Guimaraes
Em um bom artigo da Wired e depois na Exame de 23/11/2005 (infelizmente o link para o artigo não está disponível), é descrita a venda de produtos de nichos, definida como Long Tail. Basicamente o que os artigos informam é que graças as facilidades do mercado digital, produtos antes esquecidos nas prateleiras podem ser facilmente descobertos pelos consumidores.
Isso é muito bom para o artista desconhecido, o produtor independente de filmes, o escritor iniciante, entre outros produtores culturais (partindo do princípio que as ferramentas que permitam serem descobertos estejam disponíveis, como na Amazon.com). Entretanto, na indústria da música, certas práticas comercias adotadas pelas editoras podem representar um tiro no pé dos autores e artistas.
As editoras ao cobrarem a taxa de armazenamento (por vezes incentivadas por empresas que possuem interesses próprios) limitam em muito o tamanho do acervo disponibilizado, já que apenas uma centena de músicas poderá custar mais de R$ 100.000,00 só para te-las no catálogo das operadoras (pensando em versões diferentes de uma mesma música como ringtones mono, polifônicos e truetones). Estamos falando antes das vendas propriamente ditas. Isso faz com que apenas os hits sejam disponibilizados e as criações de outros autores nem apareçam nas prateleiras. Isso me faz pensar: será que as editoras não estão com vista curta?